PROJETOS CONCLUÍDOS

EXERCÍCIO FÍSICO CONTÍNUO E ACUMULADO: EFEITOS SOBRE O PESO CORPORAL E O COLESTEROL TOTAL EM RATOS SUBMETIDOS À DIETA HIPERLIPÍDICA

Financiamento: UNOESC/FAPE/ARTIGO 170


Professor orientador. Prof. Dr. Clodoaldo Antonio de Sá

Professora co-orientadora: Prof.ª Sandra Fachineto

Bolsista pesquisadora: Kelly Kroth


A adoção da prática de exercícios físicos regulares é um importante aspecto de um estilo de vida ativo. Tanto o exercício contínuo, o qual inclui exercícios de intensidade leve a moderada por pelo menos 30 minutos por dia, quanto o exercício acumulado, o qual inclui exercícios de intensidade leve a moderada por pelo menos 30 minutos por dia divididos em sessões de dez ou quinze minutos, vêm merecendo destaque na literatura cientifica, por exercem grandes benefícios à saúde dos praticantes (HARDMANN, 2001; PATE et al, 1995). Neste sentido, o presente estudo objetivou verificar o impacto do exercício físico contínuo e acumulado sobre o peso corporal e o colesterol total de ratos submetidos à dieta hiperlipídica. Para tanto, ratos da linhagem Wistar foram divididos em dois grupos controles (GC1- alimentado com dieta normal e GC2 – alimentado com dieta hiperlipídica) e três grupos experimentos (GT1 – exercício contínuo a 70% da capacidade máxima e suplementação lipídica; GT2 – exercício acumulado a 70% da capacidade máxima e suplementação lipídica; GT3 - exercício acumulado a 80% da capacidade máxima e suplementação lipídica). Os grupos experimentos foram submetidos à adaptação e, em seguida, ao exercício de natação durante doze meses com uma freqüência de três dias por semana. Todos os grupos foram submetidos à avaliações pré e pós-testes. Ao término do experimento os animais foram pesados e sacrificados, coletando-se amostras sangüíneas para análise dos níveis de colesterol total. Para análise dos dados foi utilizado o programa computacional SSPS versão 13.0, sendo realizados os seguintes procedimentos estatísticos: estatística descritiva (média e desvio padrão) e o teste “t” de Student para as comparações entre pré e pós-teste. Em relação ao peso corporal, somente o grupo experimental GT1 não apresentou diferenças significativas (P>0,05) entre o pré e pós-testes (341,88±23,17 e 385,68±43,90, respectivamente). Para a variável colesterol total tanto os grupos controles quanto os grupos experimentais apresentaram aumento significativo (P>0,05) do pré para o pós-teste (GC1- 64,79±12,94 e 193,47±84,21; GC2- 61,80±4,02 e 159,54±67,83; GT1- 46,01±34,95 e 180,09±38,84; GT2- 39,46±16,00 e 142,20±102,19; GT3- 51,64±12,29 e 149,81±66,73, respectivamente). Com base nestes achados, pode-se inferir que os modelos de exercício e a dieta não foram eficientes para promover alterações em relação aos grupos controles para as variáveis peso corporal e colesterol total. Neste sentido, novos estudos devem ser desenvolvidos.



HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA NA REGIÃO DE ABRANGÊNCIA DA SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO MIGUEL DO OESTE/SC: RELAÇÃO COM A OBESIDADE E CONDIÇÕES ECONÔMICAS

 

Parceria: UNOESC/FAPESC


Coordenador: Prof. Dr. Clodoaldo Antonio de Sá


O objetivo deste trabalho foi analisar a prevalência de hipertensão arterial sistêmica (HAS) e sua relação com a obesidade e condições econômicas de indivíduos de ambos os sexos com idade igual ou superior a 30 anos, residentes na região de abrangência da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) de São Miguel do Oeste/SC. Foram considerados hipertensos os indivíduos com pressão arterial sistólica (PAS) ≥ 140 mmHg e/ou pressão arterial diastólica (PAD) ≥ 90 mmHg, de acordo com as IV Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2002) e, obesos os que apresentaram IMC ≥ 30 kg/m², segundo a Organização Mundial da Saúde (1998). Do total de 955 participantes voluntários, observou-se uma prevalência de HAS de 31,2% e valores médios de índice de massa corporal (IMC) indicaram uma prevalência de excesso de peso de 39,1% e obesidade de 27,8%. Nas categorias de HAS (leve, moderada e grave), observamos a influência dos valores médios de IMC e da massa corporal sobre os valores de PAS e PAD, sendo mais aparente nos indivíduos do sexo feminino, as quais apresentaram valores médios de IMC ≥ 30 kg/m², o que demonstra a importância da obesidade no desenvolvimento de eventos cardiovasculares. Os resultados evidenciaram ainda que, para o grupo feminino, as classes de condição econômica mais baixas (D e E) apresentaram valores de massa corporal, IMC e PAS e PAD mais elevados que as demais. Dessa forma, podemos inferir que os dados apresentados enquadram a população estudada como grupo alvo de ações de saúde destinadas ao controle de ocorrências de doenças crônicas-degenerativas.




OBESIDADE, PADRÕES DO ESTADO NUTRICIONAL E NÍVEL SÓCIO-ECONÔMICO DE CRIANÇAS DE 5 A 10 ANOS RESIDENTES NAS ZONAS RURAL E URBANA NA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DA SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO MIGUEL DO OESTE/SC


Parceria: UNOESC/FAPESC

Coordenador: Profª. MSc. Andréa Jaqueline Prates Ribeiro


Objetivo: avaliar os níveis de obesidade, os padrões do estado nutricional e o nível sócio-econômico e suas relações em crianças na faixa etária de 5 à 10 anos residentes nas zonas rural e urbana na área de abrangência da Secretaria de Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste/SC. Métodos: A amostra foi composta por 1502 crianças. As medidas antropométricas foram realizadas para a verificação de obesidade infantil e padrões de estado nutricional. Resultados: Não houve diferenças estatísticamente significativas quando comparou-se as zonas rural e urbana em relação as variáveis antropométricas e idade para os gêneros masculino e feminino, porém houve diferenças estatísticamente significativas nas variáveis: classe econômica, para o gênero masculino, em relação à estatura (classes: B2 e 5E), LBM (classes: B2 e 5E) e idade (entre todas as classes: B1, B2, C, D, E); e para o gênero feminino, em relação às variáveis peso (entre todas as classes: B1, B2, C, D, E), estatura (classes: da C para E), percentual de gordura (classes: B2 para E; C para E; D para E),LBM (casses: C para E) e idade (classes: da B1 para B2, C, D E; da B2 para B1, D, E; da C para D, E; da D para B1, B2, C; e da E para B1, B2,C); Conclusão: verificou-se que meninos e meninas são mais altos, apresentam percentual de gordura e LBM mais elevados nas classes econômicas mais altas. Em relação ao padrão do estado nutricional, constatou-se que independente da faixa etária a classificação geral é eutrófica. Estes dados sugerem uma possível associação com acesso e hábitos alimentares, isto é, há uma relação com o estilo de vida. Os resultados obtidos neste estudo proporcionaram o conhecimento da realidade da qualidade de vida da população infantil (5 à 10 anos), residentes na região de abrangência das Secretarias de Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste/SC e a partir disto será possível encaminhar aos setores de saúde dos municípios envolvidos os dados obtidos, para que os mesmos tenham subsídios para elaborar/reestruturar suas metas de trabalho em relação à saúde pública. Ainda será possível desenvolver programas transdisciplinares em parceria entre a Universidade e o Município, com o intuito de propor estratégias de melhoria da saúde e qualidade de vida das crianças e adolescentes e a prevenção da obesidade na idade adulta.